Linha do Tempo – Geral – Crônicas Dracônicas
1a Era – Gênese
- Surgimento de Tragam, o Rei Dragão e sua rainha Kalimar: Com a criação do Universo, surgem Tragam, o senhor da Vida e Kalimar, a senhora da Morte.
Antes que existisse uma estrela a brilhar, antes que houvesse um anão a resmungar, havia apenas a escuridão a nos abraçar. E então surgiram dois tronos um de Luz e outro de Trevas, mas ninguém para ocupá-los.
Então veio Tragam e trouxe a Luz e da Luz veio a sombra, Kalimar, criada como sua contraparte, trazendo equilíbrio ao Universo. Estava escrito: “Rei e Rainha Dragão ocuparão os tronos da Criação e ali reinarão.”
Mas nada é certo, tudo é incerto, mesmo Senhor e Senhora de Tudo, Vida e Morte, não conseguem fugir das teias que os embaraçam, as teias do Destino que a tudo traçam e cujo fim ninguém sabe e ninguém saberá.
- Nascimento dos Dragões Primordiais: Kiva, Mathras, Snemies, Diende, Beluá e Zanigar: Da união de Tragam e Kalimar, nascem seis filhos, os seis Dragões Primordiais que representam os elementos da natureza e do espírito: Fogo, Luz, Vento, Terra, Água e Trevas respectivamente.
Com muito amor, Vida e Morte se uniram e da eternidade surgiram os Eternos. Suas essências misturaram-se a dos seus pais e firmaram o Firmamento.
Kiva, Mathras, Snemies, Beluá, Zanigar e Diende… Fogo, Luz, Vento, Água, Trevas e Terra respectivamente. Seis Dragões, trazidos ao mundo para completá-lo com os elementos da natureza e do espírito.
Mas um dia tudo mudou, Kalimar veio até seus filhos e disse:
“Tão precioso quanto estarem vivos, é o conhecimento,
todos os tesouros da Vida e da Morte estarão abertos com uma condição,
jurem lealdade a mim e ao oculto e serão felizes e eternos.”
Então Mathras perguntou:
“Mas e se não quisermos minha mãe?”
E Kalimar respondeu:
“Eu dou a liberdade as criatura vindouras,
mas não é papel de mãe dar a liberdade a seus filhos,
se não quiserem saber os segredos do Universo,
serão livres para sempre, mas mortais,
e meus filhos não serão mais!”
Então Kalimar se encontrou com cada um de seus filhos separadamente e ninguém sabe que pactos fizeram ou deixaram de fazer. E naquele tempo que não havia o acima ou o abaixo, o certo ou o errado, o tempo ou o espaço, tudo se fez. E surgiu Aquela que o Destino mudaria.
- Chamado de Yggdrasil e partida de Tragam e seus filhos.: O plano da existência cria a Grande Árvore da Vida e esta, por necessidade de continuar o seu destino emite um chamado pelo Universo, a procura de alguém que possa completá-la. Tragam deixa sua amada, leva seus filhos e se une a Yggdrasil.
“Venha a mim” Disse a Aranha à Mosca,
mas nesse caso foi muito diferente.
Yggdrasil, a Grande Árvore da Vida, sentindo-se só e incompleta,
Emitiu um chamado que ecoou por todo o Universo
E o único que pôde ouvir foi Tragam, o Dragão Rei.
Então Tragam veio a seus filhos e deu a eles uma escolha:
“Filhos, vocês foram criados para a vida e se a vida querem venham comigo!
É chegado o momento de optarem entre o Abismo sem fim e a Fonte da Vida”
Então Zanigar perguntou:
“Como assim pai? Sugere que abandonemos nossos deveres?”
E Tragam já esperando essa resposta disse:
“Não filho, espero que cumpram o seu destino assim como devo cumprir o meu”
Então Tragam abriu suas asas e partiu pelo Cosmos ao encontro de Yggdrasil, em seu encalço vieram todos os seus filhos e Rei Dragão se uniu a Grande Árvore.
- Nascimento de Corpo, Mente e Alma
Da união de Tragam com Yggdrasil, nascem os Três Celestiais
Divino é o vento soprado pelo Dragão,
Que envolveu a árvore e deu início a Criação.
Que deu início ao sonho e a vida,
A vastidão e ao tudo.
E do concerto entre hálito e galho
Surgiram os frutos
Corpo, Mente e Alma.
E quando sentires em sua pele o beijo do vento
Saibas que o Corpo é toque e tocado.
Quando seus pensamentos se inundarem de imagens,
Saiba que Mente é idéia e dúvida.
E quando inflamares teu corpo com sentimentos,
Saibas que Alma é Amor… e ódio.
- Guerra celestial entre Tragam e Kalimar
Kalimar, com raiva de Tragam por tê-la abandonada, segue em seu encalço e ataca Yggdrasil, mas esta é defendida por Tragam e a Guerra Celestial tem início. Surgem nessa guerra as estrelas, o sol e as duas luas Selene e Titã.
Mas o vento não parou, ele foi mais longe,
E levou o odor a um daqueles tronos
E com ele voltou a Morte
E deu-se início a Guerra
A Guerra Celestial
Kalimar voou de encontro a Grande Árvore
E Tragam foi defendê-la.
Choque, urros, sangue e terror.
Um lutando pela amada e o outro lutando contra,
Contra o amor.
Escamas se partiram, estrelas no céu,
Os olhos se tornaram Luas, os jatos o Sol,
E a canção se acaba cai o véu.
Dois dragões um ferido, um morto,
Vão descansar e para sempre nos olhar.
Os poemas acima, são de autoria de Elrin, Cordas Prateadas.
- Criação do Vale do Dragão Fantasma e de Agravín
A morte de Kalimar cria um outro plano que é o plano dos mortos, seu corpo inerte vira morada para as almas desencarnadas, chamando assim de Vale do Dragão Fantasma. Tragam, muito ferido, se enrola em Yggdrasil para que ambos se protejam e assim é criado Agravín.
Os seguintes relatos foram retirados do Livro das Sombras, escrito por Ulmar Hasenfor Aimen Irwen, o Vento de Kalimar.
“…este maldito solo treme de tempos em tempos, parece que estamos pisando em algo vivo, algo que há muito tempo eu ouvi falar, antes mesmo de eu embarcar na jornada eterna. Quando eu era pequeno, me lembro do cheiro de carne queimada quando as tropas do Imperador das Estrelas passaram pela minha cidade, todos foram mortos ou escravizados, diziam que éramos os inimigos, que éramos servos do mal, mas eu me perguntava… quem era mal? Na carroça dos escravos, vi minha mãe rezando para Lenires, me aconcheguei em seu colo e perguntei como é que um homem tão ruim, era nosso Imperador? E minha mãe me contou uma história…”
“Há muito tempo atrás, quando não havia homens e mulheres, elfos e elfas e nenhuma outra raça, o Imperador das Estrelas, surgiu em sua nave reluzente e ao colocar o primeiro pé em Agravín, pôde sentir a bondade e a vida pulsando de uma árvore. Ele se aproximou e se apaixonou pela mais bela das criaturas existentes, Lenires, a Árvore do Solicito e com ela teve três filhos. Porém, outra nave surgiu nos céus, uma nave negra, que sugava a luz de toda Agravín e de dentro dela Sinopin, a Rainha Demônio apareceu e atacou Lenires, mas seu sucesso foi impedido pelo Imperador das Estrelas que partiu em defesa de sua amada. Ninguém sabe quem saiu vitorioso, mas depois dessa batalha o Imperador enlouqueceu, ele ficou mais obscuro, não aparecia para o povo e seu governo se tornou mais rígido.”
“Essa era a história de minha mãe, apenas mais uma alegoria para a história das duas Criações. Descobri através de meus estudos que o chão que se move abaixo de mim não é alguma coisa viva e sim uma coisa morta sendo mastigada pelos Vermes do Tempo e por causa desse conhecimento eu me tornei o Avatar de Kalimar, a Rainha Dragão e ela me contou seus segredos e me permitiu contar alguns:
O Jade que existe aqui são as escamas de Tragam, O Rei Dragão e nocivas a todos os seres que ressoam a morte.
Todos que morrem, menos os elfos abençoados, vêm parar aqui e são designados para um dos cinco reinados dos Guardiões, cada um trazido pelo Deus da Morte Anão, conhecido como Subek, a Escura e entregues a mim, o Vento de Kalimar e depois de um tempo, cada um renasce em sua própria raça.
E os Guardiões? Cinco criaturas que dizem que foram grandes heróis, mas se foram, onde está a sua história? Por que brigam tanto um com o outro e ficam disputando território e por que eles são os únicos que não renasceram?
Já haviam criaturas originárias daqui, não sei como elas surgiram, provavelmente através da peste que espalham, mas são os Nezumis, homens-rato.
- O Primeiro Trabalho
Os Três Celestiais e os Dragões Primordiais criaram as “coisas” em Agravín: os mares, os rios, as montanhas, as nuvens, os vulcões, os vales, os animais, os espíritos menores, até mesmo o ar que é respirado.
- Criação do Primeiro
Os Três Celestiais resolvem criar o primeiro ser, sem a ajuda dos Dragões Primordiais. O experimento da errado e O Primeiro desaparece, tornando-se lenda para muitos povos.
- Criação de Lunnos e Helliah
Agora com a ajuda dos Dragões, os nove deuses, criam o segundo ser e a primeira mulher e dão seus dons a ele. Porém O Primeiro também aparece e toca as crianças, dando a mortalidade. Assim surgem os primogênitos Lunnos e Helliah.
- Nascimento dos primeiros filhos e filhas.
Os filhos de Lunnos e Helliah, os Pangeus, povoaram Agravín, porém, estes, ainda estavam em um estado levemente incorpóreo e transcendental. Eram 26 ao todos, 13 trabalhavam durante o dia e 13 durante a noite.
- A Guerra por Pangéia
Os Pangeus imperfeitos em pensamento e muito orgulhosos, começaram um a querer tomar o lugar do outro e uma guerra estourou. Apenas dois sobreviveram, um negro e um branco e eles se juntaram trazendo o equilíbrio ao próprio ser.
- Os Reinos
Vendo o que aconteceu, os Três Espíritos resolveram não mais interferir diretamente na humanidade, e os Dragões se estabeleceram cada um em um ponto de Agravín e criaram com sua energia os seis reinos. Vectorius, Wickina, Taranus, Farangar, Atlan e Rathis, trazendo assim o Equilíbrio às energias de Agravín.
- Nascimento das primeiras raças
Os Dragões, cansados da busca pelo poder, resolveram criar raças mais fracas, para que nenhuma chegasse a se tornar muito poderosa. Diende, que não agüentou ver tanta destruição, se escondeu nas profundezas da terra para nunca mais voltar, porém ele previu um grande mal que atacaria o coração de sua mãe adotiva Yggdrasil, então criou da rocha pura, os anões para defender Agravín contra os venenos dos inimigos e a eles deu Golens que os ajudariam nessa tarefa. Dizem que tais Golens possuem sentimentos, devido a uma gema chamada de Coração Universal, uma pedra mágica retirada das próprias escamas de Diende que são extraídas com dificuldade da terra.
Beluá, a Tartaruga Dragão, não quis se juntar a seus irmãos nessa empreitada, pois se achava acima deles, então foi para o mar criando de sua baba as raças inteligentes das águas. Então Kiva, Mathras e Snemies, fizeram os primeiros humanos com a ajuda do Espírito Puro, o Gato, e estes povoaram o mundo. Eram eles, Janus, Solidath, Etna, Dalla, Neire e Sodarceth.
Janus, manipulador da energia da vida, criou Elfan, uma companheira e deu origem aos primeiros elfos, depois de percorrer o mundo e fazer a Trilha das Essências dos Seis Dragões. Solidath e Etna se estabeleceram em um reino e povoaram o mundo com os humanos. Dalla, de porte pequeno, mas muito engenhosa, conheceu os espíritos da natureza e com eles se uniu, dando origem aos Gnomos. Neire subiu a Montanha Sagrada e lá encontrou pássaros e morcegos e com eles se uniu dando origem as duas raças dos Voadores, os Angélicos e os Caídos. E Sodarceth, muito ambicioso, resolveu percorrer os lugares sombrios do mundo e com eles aprendeu segredos que os outros não aprenderam e com a ajuda dos animais das trevas, ele capturou um de cada raça existente e com eles fez experimentos, querendo provar que podia refazer os Pangeus, nascendo assim, de um experimento errado, os seres das trevas, os Tcharás. Dizem que quem o ajudou foi Zanigar, mas isso ninguém sabe.
Porém, quando Anões, Elfos, Humanos, Anjos, Caídos e até mesmo os Tcharás surgiram, já havia uma outra raça em Agravín, uma raça pequena como os Gnomos, mas com qualidades de todas as outras, eles podiam ser duros como os anões, intelectuais e gostar de arte como os elfos, sobreviventes e adaptáveis como os humanos e inventivos como os Gnomos. Os Pequeninos, já estavam ali antes de qualquer outro, mas quem os criou?